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La production de l’espace balnéaire dans les villes littorales: circulation des expériences

Pour la plupart inventions du XIXe siècle, les villes balnéaires ou balnéarisées mettent au défi les chercheurs en sciences sociales à décrire et comprendre leurs constantes adaptations et réinventions, pour s’imposer aujourd’hui à la fois comme des moteurs d’un développement économique nouveau, mais aussi comme des symboles de la fragilité des établissements humains face aux risques environnementaux.

Les chercheurs et doctorants réunis dans le projet de recherche BALNEOMAR (financé par le programme de coopération internationale CAPES/COFECUB – 2018-2021) envisagent d’interroger, sur la longue durée, la production de l’espace balnéaire dans les villes littorales françaises et brésiliennes.

En insistant sur un double mouvement (l’invention d’une morphologie spécifique et l’avènement d’une culture balnéaire) il s’agira de mettre en évidence la circulation atlantique des modèles d’urbanisme et d’architecture balnéaires, ainsi que des expériences d’aménagement du littoral, depuis le milieu du XIXe siècle.


A produção do espaço balneário nas cidades litorâneas: circulação de experiências

As cidades balneárias ou « balnearizadas », em sua maioria criações do século XIX, desafiam os cientistas sociais a descrever e compreender suas constantes adaptações e reinvenções. Na atualidade, estas cidades se apresentam, ao mesmo tempo, como motores do desenvolvimento econômico e como símbolos da fragilidade dos assentamentos humanos frente aos riscos ambientais.

O projeto de pesquisa BALNEOMAR, financiado pelo programa de cooperação internacional CAPES/COFECUB (2018-2021), reúne pesquisadores e doutorandos com o objetivo de analisar, na longa duração, a produção do espaço balneário nas cidades litorâneas francesas e brasileiras.

A partir de um duplo movimento – a invenção de uma morfologia específica e a emergência de uma cultura balneária – o projeto procura evidenciar a circulação atlântica de modelos de urbanismo e de arquitetura balneária, bem como de experiências de ordenamento das fachadas litorâneas, a partir de meados do século XIX.